Os manequins vestem e posam como esculturas de um mundo moderno. Nesse contexto existe a busca pelo (in)tangível, através dessas criaturas ora assustadoras, ora assustadas.
Desenvolve trabalho fotográfico como início de uma busca visual, em que a aplicação de traços e desenhos compõe novas propostas. De fundo, gatos urbanos e, na superfície, linhas soltas.
O ato fotográfico congela uma imagem no tempo, traz um estático inexistente. Vendo a fotografia como um frame de cenas em movimento, esse projeto tem uma estética que busca fragmentar o tempo em imagens. Aqui, a fotografia quebrada não vem captar um instante, mas uma relação entre espaços no tempo, de continuidade e independência nas imagens, que silenciosas constroem um ritmo entre si.
Esse projeto pretende navegar pelas sensações da falta, do existir ou não. A melancolia, o desfoque e uma certa vertigem na ambigüidade entre ausência e presença.
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"Mudam-se os lugares em nós, quando temos a impressão de mudar de lugar?" (Adriana Lisboa, "O escritor, o fotógrafo e o caracol", Revista Bravo! nº134)
Produzir retratos inspirados em músicas. Cada pessoa escolhe uma canção, enquanto o fotógrafo propõe uma sintonia entre a musicalidade e o espaço visual da imagem.
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Junto de cada foto vou colocar um link no youtube, para que as pessoas que não conheçam as músicas possam se familiarizar.
Portfolio à mostra Um conjunto compacto de fotos passeando por algumas áreas publicitárias, trazendo à tona a produção fotográfica realizada no ano de 2008.
Manoela Ebert Cabides Comuns no território das práticas da moda, cabides emolduram e projetam idéias e visões do mundo. Sub-expostos nesta metáfora visual, as imagens registram o fantasmagórico do humano.